Alterando os nomes das unidades de disco usando o Gparted

gparted1Para alterar os nomes das unidades de disco usando o Gparted, você deve fazer o seguinte:

Passo 1. Se você ainda não tiver o Gparted instalado, procure por ele no Pamac e instale-o ou use o comando abaixo para isso;

sudo pacman -S gparted

Passo 2. Dentro do programa, clique no disco que você deseja mudar o nome, para selecioná-lo;
alterar os nomes das unidades de disco

Passo 3. Se a partição não estiver desmontada, clique com o botão direito sobre ela e no menu que aparece, selecione a opção “Desmontar”;

Passo 4. Com a partição já desmontada, clique novamente com o botão direito sobre ela e quando o menu aparecer, clique na opção “Rótulo”;

Passo 5. Na janela que será exibida, coloque o nome que deseja chamar a unidade e depois, clique no botão “OK” para confirmar;

Pronto! Agora que a unidade irá exibir o nome que você colocou, e certamente ficará bem mais fácil identificá-la.

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Como usar o Gparted

O Gparted é uma espécie de particionador default no Linux. Ele vem pré-instalado em diversas distribuições, incluindo o Ubuntu, onde fica disponível através do “Sistema > Administração > Editor de Partições”. Está disponível também o Gparted Live, um live-CD enxuto, destinado unicamente a rodar o Gparted e assim oferecer uma ferramenta simples de particionamento do HD. Você pode baixá-lo no aqui.

Por segurança, o Gparted se recusa a fazer modificações em partições que estão montadas, o que é um problema ao rodá-lo a partir de uma instalação do sistema no HD, já que você não tem como fazer alterações na partição de instalação ou na partição home. A solução é utilizá-lo a partir de um live-CD, onde você pode editar as partições sem limitações.

Se o HD possuir uma partição swap, é bem provável que ela seja montada pelo live-CD durante o boot e fique bloqueada no Gparted. Para solucionar isso, use (como root) o comando “swapoff” seguido pela partição swap, como em:

# sudo swapoff /dev/sda5

De volta ao Gparted, clique no “Gparted > Atualizar Dispositivos” para que ele detecte a alteração e desbloqueie a edição. O mesmo se aplica a pendrives e cartões de memória, que são montados automaticamente quando plugados na maioria das distribuições atuais. É necessário desmontar as partições antes que você consiga alterá-las no Gparted.

Assim como em outros particionadores, a interface é baseada em um “mapa” do HD, que mostra as partições disponíveis e o espaço ocupado em cada uma; informação bastante útil na hora de redimensionar partições. Clicando com o botão direito sobre a partição, você tem acesso ao menu de ações, que inclui as opções para deletar a partição, reformatá-la em outro sistema de arquivos ou redimensioná-la.

gparted1Você pode usar o gparted para redimensionar a partição do Windows e liberar espaço para a criação das partições Linux, que é, justamente, um dos usos mais comuns. Para redimensionar, clique na partição e em seguida sobre a opção “Redimensionar/Mover”, onde você pode ajustar o novo tamanho da partição.

gparted2Ele é capaz de redimensionar tanto partições FAT32 quanto NTFS e o processo é bastante seguro. A única exigência é que, antes de redimensionar, você precisa desfragmentar a partição (reinicie e use o defrag do próprio Windows) para que os dados fiquem agrupados no início da partição e o Gparted possa fazer seu trabalho sem riscos. Caso a partição não esteja desfragmentada, ou contenha erros diversos, ele aborta a operação para evitar qualquer possibilidade de perda de dados.

Continuando, você notará que, na maioria dos casos, algumas das opções de sistemas de arquivos ficam desativadas no menu. Isso acontece por que o Gparted é, na verdade, uma interface gráfica para vários aplicativos de modo texto, que fazem o trabalho pesado. Ele precisa do pacote “ntfsprogs” para manipular partições NTFS, do “reiserfsprogs” para manipular partições ReiserFS e assim por diante. Ao ser aberto, ele verifica quais são os sistemas de arquivos suportados pelo sistema e desativa os demais:

gparted3Ao criar novas partições, você tem a opção de criar uma partição primária ou uma partição lógica. Como comentei anteriormente, a regra básica é que você pode ter apenas 4 partições primárias, ou até 3 partições primárias e mais uma partição estendida, contendo várias partições lógicas.

O mais comum é criar uma partição para a instalação do sistema no início do HD, seguida pela partição swap e pela partição home (ou outras partições destinadas a armazenarem arquivos).

No caso do Linux, não faz muita diferença se o sistema é instalado em uma partição primária ou em uma partição lógica, mas ao instalar o Windows em dual-boot, é sempre importante instalá-lo em uma partição logo no início do HD (caso contrário ele atribuirá letras às partições Linux no início do HD, criando problemas na instalação de diversos programas, que esperam que o Windows esteja instalado no C:\).

gparted4As alterações não são feitas automaticamente. Depois de revisar tudo, clique no “Aplicar” para que as modificações sejam aplicadas. Clicando no “Detalhes”, você pode acompanhar os passos que estão sendo executados.

Outra dica é que você pode “limpar” a MBR de pendrives e HDs, eliminando todas as partições e qualquer gerenciador de boot instalado anteriormente, limpando os primeiros 512 bytes do dispositivo, que correspondem ao MBR. Isso pode ser feito rapidamente usando o comando dd, como em:

# dd if=/dev/zero of=/dev/sdd bs=512 count=1

Esse comando faz com que o dd escreva, cirurgicamente, 512 bytes no primeiro setor do dispositivo indicado, limpando o setor de boot e a tabela de partições.

É preciso tomar extremo cuidado ao usar este comando, pois se usado no seu HD de trabalho, você vai simplesmente apagar todas as partições. Cheque e recheque qual é o device correto da unidade que deseja limpar antes de executar o comando.

É possível também remover apenas o gerenciador de boot (em casos em que você instalou o sistema em um pendrive e agora não consegue se livrar da cópia do grub instalada nele, por exemplo), limpando apenas os primeiros 446 bytes. Nesse caso, é preservada a tabela de particionamento, que é armazenada nos 66 bytes seguintes: dd if=/dev/zero of=/dev/sdd bs=446 count=1

Ao acessar o dispositivo no Gparted (após usar o comando), ele aparecerá como “espaço não alocado”. Para particioná-lo novamente e voltar a usá-lo, use a opção “Dispositivo > Criar Tabela de Partição…”, para que ele recrie a tabela de partições:

gparted5Outra dica é que, em muitos micros, é preciso reiniciar depois de modificar o particionamento do HD para que o sistema seja capaz de perceber as alterações. A limitação neste caso é o BIOS da placa-mãe, que em muitos casos só é capaz de ler a tabela de partições do HD durante o boot.

Concluindo, os sistemas de arquivos são sempre uma fonte comum de dúvidas, vamos então a um resumo rápido sobre o tema:

FAT16: O FAT16 é um dos sistemas de arquivos mais simples ainda na ativa. Devido ao uso de endereços de 16 bits, ele pode ser usado em partições de no máximo 2 GB. Devido à simplicidade, ele é suportado por câmeras, mp3players, celulares e diversos outros tipos de dispositivos, daí o uso em cartões de memória.

FAT32: É similar ao FAT16, mas usa endereços de 32 bits, o que permite o uso de partições maiores. O FAT32 é uma espécie de mínimo múltiplo comum entre os sistemas de arquivos, pois as partições podem ser acessadas sem dificuldades tanto no Windows quanto no Linux. Por outro lado, ele possui diversas limitações, incluindo a ausência de suporte à permissões, enorme tendência à fragmentação e o limite de 4 GB para o tamanho dos arquivos.

EXT2: Foi o primeiro sistema de arquivos a ser usado em larga escala no Linux. O grande defeito é que ele não possui suporte a journaling, o que obriga o sistema a fazer uma demorada verificação cada vez que o PC é desligado incorretamente, além de aumentar a possibilidade de perda de dados. É considerado obsoleto e raramente usado hoje em dia.

EXT3: É o sucessor do EXT2 e o sistema de arquivos usado por padrão em praticamente todas as distribuições Linux atuais. A principal diferença entre os dois é que o EXT3 suporta o uso de journaling, que permite que o sistema de arquivos mantenha um relatório de todas as operações e possa ser recuperado muito rapidamente em caso de pane, ou quando o PC é desligado no botão. Ele é também um dos sistemas de arquivos mais rápidos e oferece uma boa segurança contra perda de dados.

ReiserFS: O ReiserFS foi o principal concorrente do EXT3 nos primeiros anos. Ele oferece uma boa tolerância contra falhas, um bom desempenho e um bom gerenciamento de arquivos pequenos. O grande problema é que o ReiserFS v3 (a versão usada na maioria das distribuições) não recebe grandes atualizações há muitos anos e o desenvolvimento da versão 4 está paralisado. Isso faz com que ele não seja uma boa opção hoje em dia.

NTFS: É o sistema de arquivos usado por padrão a partir do Windows. Ele oferece muitas melhorias sobre o antigo FAT32 e suporta o uso de partições maiores. Até recentemente, não existia suporte de escrita em partições NTFS no Linux, o que dificultava a vida de quem usava os dois sistemas em dual-boot, mas isso foi solucionado com o NTFS-3G, que é usado por padrão na maioria das distribuições atuais.

XFS e JFS: Estes são dois sistemas de arquivos muito usados em servidores, que oferecem vantagens sobre o EXT3 em algumas áreas. O XFS permite redimensionar partições sem desligar o sistema e oferece um suporte aprimorado a quotas de disco, enquanto o JFS oferece um melhor desempenho em algumas tarefas comuns em servidores, por exemplo. Entretanto, eles não são muito recomendáveis para uso em desktops, onde o EXT3 é uma solução muito mais simples.

EXT4: É o sucessor do EXT3, que começou a ser usado a partir do início de 2009. Ele incorpora diversas melhorias, incluindo um novo sistema de alocação de espaço, que reduz a fragmentação dos arquivos, melhorias no desempenho e suporte a arquivos de até 16 terabytes (contra o máximo de 2 terabytes do EXT3). É prudente aguardar até que ele comece a ser usado por default nas principais distribuições antes de começar a usá-lo.

Linux-Swap: É a opção destinada a criar uma partição swap. Diferente do Windows, onde o swap é feito em um arquivo, no Linux é usada um partição separada, que utiliza um sistema de arquivos otimizado para a tarefa.

Fonte: Guia do Hardware